terça-feira, 30 de setembro de 2008

By Silvana Duboc


'... Não adianta um casal apenas sorrir juntos;
eles precisam sorrir das mesmas coisas.
Não adianta apenas caminhar juntos;
tem que ser na mesma direção.
Não adianta apenas mandar flores;
é crucial que elas cheguem ao seu destino com o perfume.
Não adianta se fazer presente apenas de corpo;
é de suma importância que a alma e o coração estejam presentes também.
NÃO BASTA SER NAMORADOÉ PRECISO ESTAR ENAMORADO!!!! ...'

Agradável ou Falso

"Eu não sei qual o segredo do sucesso,
mas o segredo do fracasso é tentar agradar a toda a gente."
(Bill Cosby)



Pode apostar em uma coisa, quando você deixa de fazer algo ou alguma coisa por você, só para agradar uma outra pessoa, você vai ser infeliz e de quebra ainda vai reclamar de ingratidão em breve.
Fazer aquele papel de bonzinho, querer agradar todo mundo 24 horas por dia é uma maneira bem rápida de criar malucos e infelizes.
O conceito de bondade que anda pela Terra, ainda é aquele de "serviçal", ou seja; confunde-se amizade com escravidão e amor com servidão. Tem até gente que vive ainda pedindo "prova de amor", "prova de amizade", como se isso pudesse ser provado com apenas um ato ou ação.
O bom conceito de bondade é o que envolve a justiça, por isso Jesus reclamou quando um homem se aproximou e chamou-o de "bom homem". Jesus replicou na hora e disse:"Bom? Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus".(MT 19-17).Jesus era justo, e pregava o amor ao próximo e fazia a justiça.
Assim também deve ser a nossa vida, pregar e viver a justiça, por que não existe um só homem neste planeta que é capaz de agradar a todos ao mesmo tempo. Insista em querer ser bonzinho e agradável e você vai se anular, vai deixar de viver para servir aos outros.
O pior de tudo é quando você resolve acabar com a "folga" daquela pessoa que você acostumou muito mal, sempre cedendo aos caprichos e desejos mais insensatos.
Quando você falar o primeiro "não" com vontade, vai sentir a revolta, a mágoa, e vai receber na cara toda a ingratidão de quem só se aproveitou da situação.
Triste, mas é verdade.Valorize-se e seja justo.
Se for preciso fazer algo para judar uma pessoa e você pode fazer sem atrapalhar a sua vida, faça. Se para ajudar uma pessoa você tiver que deixar os seus esperando ou tirar da sua família para ceder para outros, esqueça, a verdadeira caridade começa na nossa casa, e a sua primeira casa é o seu corpo.
Pense nisso!
(by Paulo Roberto Gaefke)

Se Eu Pudesse...


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Rasparia a cabeça,
fumaria 2 cigarros ao mesmo tempo
e tomaria vodca dupla, sem gelo, num copo de geléia
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Acordei hoje pensando que, se eu pudesse, mudava minha vida toda; não que ela esteja ruim, mas só para ver que ela poderia ser diferente.
Me desfaria de muitas coisas: da minha casa e de quase todas as roupas. Afinal, quem precisa de mais de dois pares de sapato, dois jeans, quatro camisetas e dois suéteres, sobretudo quando está mudando de vida?
Se eu tivesse jóias, enterrava todas elas na areia da praia para que um dia alguém enfiasse a mão na areia, brincando, e tivesse a felicidade de encontrar um colar de brilhantes. Seria lindo, não?
Das garrafas de champanhe guardadas cuidadosamente na horizontal, daria para abrir mão, sem nenhum remorso; champanhe, além de engordar, não passa de um espumante metido a alguma coisa e nem barato dá, de tão fraquinho que é.
Dos vinhos, mais fácil ainda. É um tal problema ter vinhos em casa, abrir a garrafa e descobrir que viraram vinagre, que se acaba chegando à conclusão de que nada melhor do que uma boa vodca, com a qual sempre se pode contar.
E as amizades? Aliás, as amizades, não: as relações. Ah, se tivesse coragem rasgava o caderno de telefones e fazia outro, só com o nome das pessoas que estão guardadas dentro do coração. Aliás, para essas nem precisaria de agenda.
Se pudesse, me transformaria numa pessoa sem passado e sem futuro; iria para um lugar esquisito onde não entenderia a língua do povo, ninguém entenderia a minha e ninguém conseguiria me fazer sofrer, pois a capacidade de sofrer é um bem pessoal e intransferível. Seríamos todos, assumidamente, estranhos, como somos no edifício em que moramos, no local de trabalho, dentro da nossa própria família. Ou você pensa que as pessoas se conhecem só porque se telefonam e jantam juntas?
Se eu pudesse, acordaria hoje de madrugada e sairia descalça, só com um casaco em cima da pele, e iria molhar os pés na água do mar, sozinha. E depois ia tomar café num botequim, em pé, como fazem os homens.
Se eu pudesse, faria uma linda fogueira com meus casacos de pele para saber como vivem os que não têm, nunca tiveram nem nunca vão ter nenhum. E aproveitando o embalo, cortaria os fios do telefone, jogaria o celular na tela da televisão e o computador pela janela.
Se eu pudesse, rasparia a cabeça, fumaria dois cigarros ao mesmo tempo e tomaria uma vodca dupla, sem gelo, num copo de geléia. E pegaria uma tesourinha para picar os talões de cheques, cortar os cartões de crédito, carteira de identidade, o CPF, e o passaporte, sem pensar um só instante nas conseqüências, e sem um pingo de medo do futuro.
E jogaria no lixo meus lençóis, meus travesseiros de pluma, meu edredom, e engoliria minhas pestanas postiças, só para aprender que a vida não é isso.
Se eu pudesse, esqueceria do meu nome, do meu passado e da minha história, e iria ser ninguém. Ninguém.
Pois é, tem dias que a gente acorda assim; mas passa.
(by DANUZA LEÃO)
danuza.leao@uol.com.br

Mulheres Possíveis


(Crônica retirada da Revista do Jornal O Globo)
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.Tempo para fazer nada.Tempo para fazer tudo.Tempo para dançar sozinha na sala.Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.Tempo para sumir dois dias com seu amor.Três dias.Cinco dias!
Tempo para uma massagem.Tempo para ver a novela.Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.Tempo para fazer um trabalho voluntário.Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.Voltar a estudar.Para engravidar.Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

(Martha Medeiros - Jornalista e escritora)

domingo, 28 de setembro de 2008

Para Luiza....


Se não houver frutos,
valeu a beleza das flores;
se não houver flores,
valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas,
valeu a intenção da semente."
(by Henfil)

Depressão.....

- Tardi, Dotô.
- Boa tarde. Sente-se
- Careci não. Ficu di pé, memo
- Sente-se para eu poder examinar.
- O Dotô é quem manda.
- Mas fale-me. O que está acontecendo?
- Ai, Dotô! Mi dá umas dor di veiz in quandu.
- Que dor?
- Aqui, óia. Nu estromagu. Beeem lá nu fundinhu.
- Forte?
- As veiz. Trasveiz é anssim ó, di mansinhu.
- E o que você faz?
- Tem veiz que eu cantu. Trasveiz eu vô pra cunzinha fazê um bolu.
- Tem outra dor?
- Tenhu, sim, Dotô. Aqui, ó. Pertu dus óio.
- E essa é forte?
- Também é forte não. Quandu ela dá eu cunversu cas vizinhas I passa.
- Outra?
- Tenho sim senhô. Aqui. Anssim, nu meio das custela, pareci nu coração. Dá uns apertu aqui, ó
- E você faz o que?
- Tem veiz qui eu choru. Trasveiz eu ficu anssim, muitu da queta pra vê si passa
- E passa?
- As veiz. Trasveiz eu vô pra pracinha. Lá eu sentu num bancu vê as criança brincá prá esperá passá.
- Você mora com alguém?
- Moru não, Dotô. Sô sunzinha nessi mundão di Deus.
- Não tem família?
- Aqui tenhu não. Minha famia é todinha du interiô du sertão, pertinhu de Urandi, lá quasi Im Minas. I vim sunzinha pra Sum Paulu tentá a vida
- E você faz o que?
- Óia, Dotô. Eu já fiz um cadinhu di tudu nessa vida.Já trabaiei numa firma di limpeza, já cuidei di criança. Já trabaiei numa casa di genti rica.Agora eu trabaio cuma mocinha qui mais viaja qui fica Im casa.Ela avua num avião di dia I di noiti. Aí eu ficu sunzinha.
- Você mora com ela?
- Moru sim, Dotô. Ela dexa eu drumi num quartinhu lá nus fundu da casa.
- Sabe cozinhar?- Oxa is não! Cunzinhu muitu du bem! Coisa mais simpres anssim ICoisa mais di genti chiqui.
- Gosta de crianças?
- Ô, seu Dotô. É as criaturinha mais anjinha qui Deus botô nu mundu!
- Qual o seu nome mesmo?
- Óia, Dotô. Eu num gostu muitu, mas a modi agrada a santa, minha mainha botô Crara.
- Dona Clara. Eu sei o que a senhora tem.
- Comu anssim, si o Dotô nem incostô im mim?
- O que a senhora tem Dona Clara, chama-se solidão e é a causadora de toda essa tristeza.
- I issu mata, Dotô?
- Ás vezes, sim. Mas, no seu caso bastam amigos, alguns remédios e um pouco de carinho. Dona Clara. Vai parecer estranho e nem eu mesmo entendo porque estou fazendo isso, Mas minha esposa está grávida e nosso segundo filho é para o mês que vem. Já temos uma menina. E até hoje é minha esposa que cuida de tudo. Porém, com o bebê pequeno precisamos de alguém que cuide da casa.Que tal ficar conosco?
- Oxa si não! Óia, Dotô. Nunca fizeram issu pur mim não. Vixe!Vai sê coisa muitu da boa ficá cum oceis. I careci di morá lá, Dotô?
- Sim. Temos um quarto vago, no apartamento. Podemos tentar por uns meses.O que acha?
- Dotô. É Anssim como tê famia, né?
- Quase...
- Dotô. Eu num vô mais sê sunzinha. Vixe! Deus lhi pague, Dotô, a modi qui carinhu anssim, nem mainha mi dava.
- Vamos testar. Combinado?
- Cumbinadu. Dotô. Careci di eu fazê uma pregunta. Eu num vô mais senti essas dor?
- Vamos combinar uma coisa ? O dia que sentir essa dor você me procura.
- Prá modi du senhô mi inxaminá?
- Não. Prá modi nóis trocá dois dedinhu di prosa.


! ! ! Mais de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão.A maioria dos pacientes deprimidos que não é tratada irá tentar suicídio pelo menos uma vez e 17% deles conseguem se matar.Com o tratamento correto, 70% a 90% dos pacientes recuperam-se da depressão. Aproximadamente 2/3 das pessoas com depressão não fazem Tratamento e dos pacientes que procuram o clínico geral apenas 50% são diagnosticados corretamente.Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde a depressão é mais comum no sexo feminino, afetando de 15% a 20% das mulheres e de 5% a 10% dos homens ! ! !

Sob o olhar dos outros.....


Sob o olhar dos outros
:: Bel Cesar ::

Como seria olhar para nós mesmos com os olhos dos outros? O que eles vêem que não queremos ver? O que evitamos admitir?

Quando a crítica alheia nos agride, temos a oportunidade de reconhecer nossos pontos sensíveis. Tão sensíveis e frágeis que evitamos a todo custo tocá-los. Esses pontos são lugares escuros dentro de nós, nos quais receamos entrar e nos perder: emoções semelhantes a labirintos que nos confundem cada vez mais, sempre que penetramos neles. Por isso, costumamos simplesmente dizer: “Ele não podia ter dito isso... não suporto ser vista assim”.

Nesses momentos, o olhar daquele que nos agride chega até nós como um peso capaz de nos afundar. Ou seja, não suportamos a crítica alheia porque ela nos afunda na medida em que perdemos a capacidade de nos auto-sustentar.

Quando uma crítica nos deixa indignados, temos a oportunidade de saber um pouco mais sobre nós mesmos. Neste sentido, a desagradável e irritante crítica alheia pode se tornar uma brecha para encararmos de frente aspectos que antes negligenciávamos.

Por isso, quando o golpe nos fere é hora de parar de lutar: deixar o outro partir como vencedor, para cuidar urgentemente de nós mesmos.

Abandonar a luta significa decidir abandonar certas emoções e priorizar outras. É como largar a raiva em prol da clareza interior. Enquanto ficamos presos pelos ganchos da indignação, estamos atados ao olhar alheio como fonte de orientação. É preciso largar o outro, para recuperar a si mesmo.

Quando nos liberamos da carga extra, tocamos o que é essencial. Quando paramos de nos esforçar excessivamente, tocamos a energia básica que nos sustenta naturalmente.

Emoções desconcertantes são como águas turbulentas: se as engolirmos, poderemos morrer afogados. O segredo é boiar para não afundar: entregar o corpo e a mente às águas turvas da emoção. Quando boiamos, reconhecemos que nossa fragilidade não é mais uma ameaça, mas um passo inicial para entrarmos em nós mesmos. Afinal, só podemos superar nossos bloqueios se pudermos aprender a reconhecê-los como limitações possíveis de serem transformadas.
O mero ato de perceber com mais clareza a nossa real condição já dá início a uma possível transformação.

Chögyam Trungpa nos alerta, em seu livro “Muito além do divã ocidental” (Ed. Cultrix):
“O problema surge quando tornamo-nos ambiciosos demais ao lidar com nossas emoções - especialmente se estamos envolvidos na pratica espiritual. Dizem-nos que devemos ser pessoas boas, gentis, afáveis. São idéias convencionais de espiritualidade. Quando começamos a perceber qualidades desagradáveis em nós mesmos, encaramo-las como antiespirituais e tentamos expulsá-las. É o maior erro possível quando trabalhamos com nossos padrões psicológicos básicos. Sempre que tentarmos expulsar os problemas maiores e buscar uma cura radical para eles, somos rechaçados e derrotados. A idéia não é nos induzir a criar uma espiritualidade utópica, mas tentar observar os detalhes das emoções mais intensas, as qualidades dramáticas das emoções. Não é preciso esperar por situações que consideremos importantes e significativas para nós, devemos aproveitar até mesmo as menores situações em que as emoções ocorrem. Devemos trabalhar com as irritações menores ou menos importantes e suas qualidades emocionais específicas. Não se trata de suprimir ou desprezar as irritações, mas de passar a fazer parte delas, perceber suas qualidades abstratas. Com isso, as irritações não terão ninguém para irritar. Podem desaparecer ou transformar-se em energia criativa. Quando somos capazes de trabalhar, tijolo por tijolo, essas emoções menores e aparentemente insignificantes, em algum momento constatamos que, removendo os tijolos um a um, acabamos removendo o muro todo”.



(retirado do site Somos Todos Um)


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Não Vale à Pena


Ficou difícil

Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

Que é uma pena
Mas você não vale a pena

(gravado por Maria Rita)

CABIDE: by Ana Carolina e Martinália


E se eu fingir e sair por ai na noitada
Me acabando de rir
E se eu disser que não digo, e não ligo, e que fico
E que só vou aprontar
É que eu sambo direitinho, assim bem miudinho,
Cê não sabe acompanhar
Vou arrancar sua saia e pôr no meu cabide só pra pendurar
Quero ver se você tem atitude
E se vai encarar

E se eu sumir dos lugares, dos bares, esquinas
E ninguém me encontrar
E se me virem sambando até de madrugada
E você for até lá
É que eu mando direitinho assim bem miudinho,
Sei que você vai gostar
Vou arrancar sua blusa e pôr no meu cabide só pra pendurar
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar

Chega de fazer fumaça, de contar vantagem
Quero ver chegar junto pra me juntar
Me fazer sentir mais viva
Me apertar o corpo e a alma
Me fazendo suar
Quero beijos sem tréguas
Quero sete mil léguas sem descansar
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar.
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar.
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar.


É + ou - por aí....


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Às vezes ela é compreensível, mas não é tolerante.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona..
Acho que o beijo é importante.. E se o beijo bate.. Se jogue.. Se não bate.. Mais uma dose, por favor.. E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora outro ser, outro mundo e outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer..
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?

Tal Qual Falou Clarice:

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Deficiências....


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino...

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde portrás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois...

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

( by Mario Quintana... e quem discordar, atire a pedra....

Sossegue, Coração...


sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora
calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa

Fogueira


Por que queimar minha fogueira
E destruir a companheira
Por que sangrar o meu amor assim
Não penses ter a vida inteira
Para esconder teu coração
Mais breve que o tempo passa
Vem de galope o meu perdão

Por que temer a minha fêmea
Se a possuis como ninguém
A cada bem, do mal, do amor em mim
Não penses ter a vida inteira
Para roubar meu coração
Cada vez é a primeira
Do teu também serás ladrão

Deixa eu cantar
Aquela velha estória, amor
Deixa eu penar
A liberdade está na dor

Eu vivo a vida a vida inteira
A descobrir o que é o amor
Leve pulsar do sol a me queimar
Não penso ter a vida inteira
Para guiar meu coração
Sei que a vida é passageira
Mas o amor que eu tenho não

Quero ofertar
A minha outra face à dor
Deixa eu sonhar
Com a tua outra face, amor

Não penso ter a vida inteira
Para guiar meu coração
Sei que a vida é passageira
Mas o amor que eu tenho não

Quero ofertar
A minha outra face à dor
Deixa eu sonhar
Com a tua outra face, amor


(Angela RoRo)

Com Endereço Certo ....



Assim ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego nem nota

Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota

Eu não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça

Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa

Quando muito ainda pouco
Você quer infantil e louco
Um sol acima do sol

Mas quando sempre e sempre nunca
Quando ao lado ainda e muito mais longe
Que qualquer lugar

Outro dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Se a sorte lhe sorriu
Porque não sorrir de volta
Você nunca olha a sua volta

Não quero estar sendo mal
Moralista ou banal
Aqui está o que me afligia

Ôo, um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis


(By Samuel Rosa - SKANK)

Despedida


eu sabia
que mesmo depois que me
despedisse e fechasse
a porta
e descesse todos
os degraus troteando
a escada em espiral
e entrasse no táxi, boa-noite
siga reto, por favor, à
direita, o troco, obrigada
e acenasse para o porteiro
mesmo depois que eu apertasse
o botão do elevador, procurando
o chaveiro na bolsa
abrisse a porta de casa
tirasse os sapatos, os brincos
escovasse os dentes, os cabelos
mesmo depois que eu
dormisse e sonhasse e até a hora
em que acordasse, você ainda estaria
com os olhos
presos
à porta.

Em Tempos Tão Nebulosos....

.... é bom um amuleto para a sorte !!!! ....


Quem é do interior conhece essa antiga tradição de ver a sorte no realejo. A música característica chamava jovens e adultos interessados nas mensagens que previam a futuro.
Antigamente isso era até profissão. O homem do realejo abria a gaiola e dela saia um periquito adestrado, que retirava com o bico o papelzinho com uma mensagem. Dificilmente saia algo de ruim para alguém, talvez por isso ele fazia sucesso. Muitos chegavam a guardar o papelzinho para que a sorte andasse junto.
Hoje em dia alguns amuletos fazem esse papel. A ferradura é um deles. Símbolo de felicidade e fertilidade, ela traz energias positivas ao ambiente por duas razões. É de ferro - elemento que os gregos acreditavam proteger contra todo mal - além de ter um formato de Lua crescente, símbolo de prosperidade.
O sal grosso garante força, proteção e purificação. Deve ser colocado próximo à porta para absorver fluidos negativos, neutralizar o mau-olhado e renovar a energia.
E o trevo de quarto folhas é o símbolo mais tradicional de boa sorte. Deixe-o na carteira para trazer dinheiro e torça para que os bons ventos soprem a seu favor
(by Juliana Lopes)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Da Peça "Gota D'Água"...


Almas Perfumadas




Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.

De sol quando acorda.

De flor quando ri.

Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro.

E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,mas que a gente desaprende de ver.


Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.

De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente doPapai Noel.


Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delíciado toque suave que sua presença sopra no nosso coração.


Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.

Do brinquedo que a gente não largava.

Do acalanto que o silêncio canta.

De passeio no jardim.


Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.Corre em outras veias.Pulsa em outro lugar.


Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.


E a gente ri grande, que nem menino arteiro.



(poema de Ana Cláudia Saldanha Jácomo, que lançou recentemente seu primeiro livro, "Parto de Mim", uma produção independente)


Pensamentos de Machado de Assis

Há os que adoram .... há os que odeiam...
Até porque toda unanimidade é sempre muito burra!


  • Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.

  • Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.
  • Creia em si, mas não duvide sempre dos outros
  • Pensamentos valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda; não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer.
  • Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies.
  • Há coisas que melhor se dizem calando.
  • Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
  • A imaginação foi a companheira de toda a minha existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas, capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo...

domingo, 21 de setembro de 2008

Quase Sempre


(Camila Braz)

Pensamento, O Artífice do Destino...


Nós somos o que pensamos.

Muito mais do que imaginamos.
Muito mais do que supomos.
Mais ainda do que sentimos.

Se pensarmos melhor, melhor seremos.
Isso é lei básica do pensamento.
A energia segue automaticamente o que pensamos.
Logo, melhora as energias quem pensa melhor.

Quem pensa em melhorar, melhora só de pensar.
O pensamento é o artífice do destino.
Cada pensamento é um sulco na mente,
Por onde correm as energias e os sentimentos.

Cada escolha, modos do pensamento.
Cada ato, escolha do pensamento.
Cada destino, modos de escolha.
Cada um é o que pensa!

Quem pensa, escolhe; Quem semeia, colhe.
Quem planta cerejas, colherá cerejas.
Quem semeia vento, colherá tempestade.
Quem semeia luz, já melhora, só por semear.

Cada ato é pensamento exteriorizado.
Cada palavra é a sonorização do pensamento.
Cada gesto é movimento do pensamento.
Cada energia manifestada, modos do pensamento.

Pensamos, logo existimos.
Ou, melhor, existimos porque pensamos.
Ou, seria mais acertado dizer:
"Pensamos, logo complicamos!"

O pensamento vai e vem pelos sulcos...
Sua natureza é o movimento.
E esse é o seu tormento: a agitação.
O remédio: a meditação.


sábado, 20 de setembro de 2008

Queixa


Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza
Dessa cousa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água,
Onda, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Bate forte sem esperança
Contra a sua dureza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim delicado
Nem um homem daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria
Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito essa queixa
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora me diga onde eu vou...
(by Caetano Veloso)

Ser Avó....

(esse é o Marcelo, com 1 ano e 4 meses: amor maior não existe, de fato .....)

Um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou parto, o doutor lhe põe nos braços uma criança. Completamente grátis - nisto é que está a maravilha.
Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida.
No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó.
Há acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe.
Não importa que ela em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe. Não importa que ela ensine à criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ela de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais.
Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga, a rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas programadas, leva a passear, "não ralha nunca", deixa se lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô que se quebrou porque ele - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque ninguém zangou, o culpado foi a bola mesmo, não foi, vó?
Era um simples boneco que custou caro.
Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague!
(by Raquel de Queiroz)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sobre o Amor



Tem amor que cabe numa xícara de café, chocolate de menta e água gaseificada para dar sabor. Tem amor de taça de champagne, bolo de quatro andares e sorriso na fotografia.
Tem amor que se joga no mar, biquini descuidado, corpo relaxado e um peixe entre as pernas.
E outros mais sofisticados, em copos de uísque com gelo, debaixo de um guarda-sol na beira da piscina.
Tem amor que a gente esquece e depois diz que era intenção, de pronto, abortada.
E outros que incubam a vida toda e quando dão de acontecer se perguntam: por que demoramos tanto?
Tem amor com papel passado e outros com papel amassado num fundo de armário.
E tem amor mofado que só precisa tomar Sol para se aquecer de novo.
Tem amor que decepa o medo e se instala rapidinho.
E outros que o egoísmo estrangula, os pés debatendo, as mãos atadas, o ar mais e mais escasso. Tem amor que é criança e dá cambalhota no meio do quarto.
E aqueles que a gente pensa que está morto, mas eis que apertam a campainha um dia desses e dizem: vamos?
Tem amor vadio, de fim de tarde, dentro do carro.
Tem amor bandido, no meio da noite, mãos tapando a boca.
Tem amor de orgasmos e amor masturbatório.
Tem amor que fala mais do que apronta.
Tem amor que precisa de silêncio.
E amor que nem fala, não dá tempo.
Tem amor embriagado que não sabe onde anda e acorda em lugares estranhos.
Tem amor que exige mais do que dá, feito um tirano à paisana e depois perde o sono.
Tem amor que excede, transborda e sufoca de tanto cuidado.
Tem amor que não se atreve e perde a deixa.
Tem amor a pino e amor de ocaso
.Tem amor vermelho que mancha onde esbarra.
E amor transparente que perde o contorno.
Tem amor que se esparrama e segura no pé, ao som da Bethania.
E amor de quinze minutos, no banheiro da discoteca, em cima do tampo.
Tem o amor do Chico, amor do Vinícius e o incomparável, amor do Caetano.
Tem amor sem pressa alguma, íntimo do tempo.
E amor que se consome violento, ali mesmo.
Tem amor que vira tudo de cabeça pra baixo e não sobra ponto para completar as reticências. Tem amor que a gente aprende a confiar, mas há aqueles que a gente confia de imediato.
Tem amor que só existe na corda-bamba.
E amor com os pés à vontade na grama.
Tem amor que derruba homem já feito e amor que ensina o caminhar para a nossa criança.
Tem amor para tudo quanto é gosto, por isso não me venham com modelos prontos, conselhos tortos e interpretações analíticas.
Amor é presente conjugado.
O resto é ficção do tempo, pra gente se sentir mais acordado e escapar da roda-viva.
(Escrito por Tatiana Carlotti - Blog Atalhos Urbanos)

O Convite

( carvão sobre papel, obra de Antonio Tapadinhas)

Se vieres...

...esta noite seremos
um canto gregoriano
o azul mediterrâneo
um esforço
sobre-humano
uma estrada
e seu atalho
uma valsa
e seu compasso
uma dança
na esperança
de que a noite
cheire a vinho
e tenha gosto
e que o encontro
seja um pacto
e tenha essência.

Se quiseres...

...esta noite teremos
nossa pele
dedilhando suores
nossas mãos
visitando os calores
nossas bocas
cheirando sabores
nossa urgência
implorando favores
nossa cama
hospedando os clamores
nossos ais
declamando os ardores
nosso amor
desenhando os louvores.

Se deixares...

...esta noite veremos
os silêncios cantando
sem palavras
os poemas tremendo
de alegria
as estrelas gemendo
sem vergonha
a emoção delirando
docemente
a canção galopando
sem arreios
a ternura gerando
gestos quentes
eloquentes
dementes
frementes
urgentes.

Se pedires...

...esta noite
será então
um planeta
sem fronteiras
a pergunta
e a resposta
um delírio
sem limites
dois amantes
e seus jogos
o desejo
realizado
um encontro
de mutantes
sem idade
procurando
sem receio
prometendo
sem descanso
conjugando
grito e eco
olho e brilho
dia e lua
uma rua
e sua esquina
uma noite
ensolarada
o deserto
e seus camelos
vela e vento
cruz e espada.

Esta noite
então...
se vieres
e quiseres...
se deixares
e pedires...

(by Bruno Kampel)

Princípio



(fotografia de Fernando Figueiredo)

Na paixão de um homem,
na inquietude das feras,
no vermelho que o fio da lâmina provoca
o olho acostumado a perscrutar
as máscaras, as almas, o que não se confessa.

Na origem profunda do ser
Onde tudo começa
na sua luta contra o tempo
e contra a natureza
em tudo há o desgaste
em tudo o conflito se apresenta
raiz do ataque e defesa
há o mar, a fúria do mar
e a força da rocha que o enfrenta.
(Bruna Lombardi)


by Bernardo de Passos

QUADRAS SOLTAS
.
.
.
P'ra mentira ser segura
E atingir profundidade,
Tem que trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade.
___________________________
O rato mete o focinho
Sem pensar que faz asneira
Depois, ou larga o toucinho,
Ou fica na ratoeira.
_______________________________
Enquanto o homem pensar
Que vale mais que outro homem,
São como os cães a ladrar,
Não deixam comer, nem comem.
_______________________________
Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

(Con) junções

A gente se gosta
A gente se goza
A gente se encanta
A gente se espanta
A gente se beija, se cheira, se junta
A gente se entende.
A gente se ama?
na cama no carro no banheiro no sofá
A gente se deita, se cai, se levanta
A gente se briga, discute, se irrita
A gente se escreve, a gente se amansa se toca, se alisa
A gente se brisa
A gente se chove
A gente se cobre, se ouro, se prata(a gente se lua ingrata)
-vomita besteiras, escreve asneiras e pede desculpas-
A gente se lua de novo
E se perde,de novo,no imenso encantamento manso.
(by Beatriz Galvão)

Quadro Para Uma Fotografia

Hoje
Teu nome tem o cheiro doce das lembranças,
Tem o gosto amargo do passado,
Tem a fluidez dos ventos de Barão.
Hoje,
Com as pontas de todos os meus dedos,
Escrevi,
Em meu corpo,
O eco da distância:
Solidão.
(A polidez só cabe em alguns gestos. Perdão.)
(by Beatriz Galvão)

Estradas Paralelas


Como nuvem passageira
como lágrima derradeira
nos distanciamos.
Deixei de viver nos seus planos
e você foi retirado dos meus
e sabe Deus
se vai ser melhor assim
ou muito ruim.
Importante é que a estrada continua
tanto a minha quanto a sua
e embora agora sejam duas
podem ser paralelas
jamais se encontrarem
mas nunca se afastarem.

(Silvana Duboc)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

by Antoine de Saint-Exupéry

É com o coração que se vê corretamente;
o essencial é invisível aos olhos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ASSIM..ASSIM....

"No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!"
(by Mario Quintana)


Quando se anuncia a chegada de um novo membro na família, há grande alegria.

Os pais se desdobram em complexos preparativos.

Por ocasião do nascimento, há arroubos de ternura.

A Sabedoria Divina veste os Espíritos que retornam à carne com encantadora roupagem.

Frágeis e graciosos, eles inspiram cuidados e afeto.

É com enternecimento que os pais acompanham o crescimento de seus pequenos rebentos.

Desejosos de que sejam muito felizes, tomam inúmeras providências.

Colocam-nos nas melhores escolas, cuidam de sua saúde, os defendem de tudo e de todos.

É bom e natural que seja assim, pois a tarefa dos pais envolve o cuidado e o preparo de seus filhos para os afazeres da vida.

Entretanto, essa tarefa é muito mais vasta.

Todo bebê que nasce representa um antigo Espírito que retorna ao cenário terrestre.

Como terá de viver em um mundo materializado, ele precisa receber educação formal e todos os demais cuidados que essa circunstância inspira.

Entretanto, como Espírito imortal, não renasce na carne para vencer os outros e brilhar em questões mundanas.

Todo Espírito precisa crescer em intelecto e em moralidade.

No atual estágio da evolução humana, há um certo descompasso entre esses dois aspectos.

A busca pelo bem-estar e mesmo o egoísmo fazem com que a criatura procure modos de viver o melhor possível.

Ao cuidar de seus interesses, ela exercita naturalmente a inteligência.

Entretanto, sob o prisma ético, a evolução costuma ocorrer de forma algo mais vagarosa.

Um contingente muito significativo dos Espíritos demora bastante para sentir o próximo como um semelhante.

Surge tardiamente a compreensão de que o outro também tem sonhos, sofre, chora e merece respeito e amparo.

O aspecto moral é atualmente deveras crítico.

Para as criaturas em geral não falta capacidade de raciocínio.

Falta-lhes retidão de caráter, compaixão e pureza.

Conseqüentemente, a desenvolver tais qualidades é que os pais precisam se dedicar.

Se apenas cuidarem para que os filhos sejam felizes, sob o prisma mundano, falirão em sua tarefa.

Os filhos terão nascido para buscar uma coisa, mas os pais os direcionarão a conquistar outras.

Isso implicará a perda de uma preciosa oportunidade.

Então, é necessário cuidar da instrução formal das crianças e adolescentes.

Mas é primordial ensinar-lhes respeito ao próximo.

Os jovens precisam aprender que a família e os bens dos outros são sagrados.

Que a tolerância é uma virtude preciosa em um mundo cheio de facetas.

Que a consciência tranqüila constitui o maior tesouro que se pode possuir.

Mas, para que a lição não seja hipócrita, os pais devem exemplificar, e não apenas falar.

Pense nisso.

(by momento espírita)

domingo, 14 de setembro de 2008

Pedacinhos

Pra que ficar juntando os pedacinhos
do amor que se acabou
Nada vai colar,
nada vai trazer de volta
a beleza cristalina do começo
e os remendos pegam mal
Logo vão quebrar
Afinal a gente sofre de teimoso
Quando esquece do prazer

Adeus também foi feito pra se dizer:
Bye bye, so long, farewell...

Pra que tornar as coisas tão sombrias
na hora de partir
Por que não se abrir
Se o que vale é o sentimento
e não palavras quase sempre traiçoeiras
e é bobeira se enganar
Melhor nem tentar...
Afinal a gente sofre de teimoso
quando esquece do prazer

Adeus também foi feito pra se dizer:
Bye bye, so long, farewell...

(by Guilherme Arantes)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

by Lennon

Fizeram a gente acreditar ...

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só aconteceuma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor nãoé acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de umalaranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vidamerece carregar nas costas responsabilidade de completar o que nos falta: agente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é sómais agradável.Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duaspessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendoindivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejosfora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, queos que transam pouco são caretas, que os que transam muito não sãoconfiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só nãodisseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesmapara todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Nãonos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, sãoalienantes, e que podemos tentar outras alternativas.Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muitoapaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

Não Vou Cobrar de Você

"Não vou cobrar de você
O beijo que me negou
O dia que esqueceu
O sonho que não sonhou
A flor que não recebeu
O afago que me faltou
Carta que não escreveu
Cartão que nunca mandou
Não faço por merecer
Não vou cobrar de você
O amor com que não me amou."

Fotografia

"Não saio muito bem
em fotografias
Porque meu melhor lado
a foto não pega,
não me faz bela
ou me faz juz.
Porque meu melhor lado
não é o esquerdo.
nem o direito.
É o de dentro"

Grand'Hotel....

Se a gente não tivesse
Feito tanta coisa
Se não tivesse
Dito tanta coisa
Se não tivesse
Inventado tanto
Podia ter vivido
Um amor grand'hotel...
Se a gente não fizesse
Tudo tão depressa
Se não dissesse
Tudo tão depressa
Se não tivesse
Exagerado a dose
Podia ter vivido
Um grande amor...
Um dia um caminhão
Atropelou a paixão
Sem os teus carinhos
E tua atenção
O nosso amor
Se transformou
Em "bom dia!"
Qual o segredo
Da felicidade?
Será preciso ficar só
Prá se viver
Qual o sentido
Da realidade?
Será preciso ficar só
Prá se viver...


(composição de George Israel / Paula Toller / Lui Farias

3 Minutos.


composição de Frejat....


.

.

.

Eu não tenho nem mais 3 minutos pra você.

Eu não tenho nem mais meia palavra pra te dizer.

Se nenhum amor dura pra sempre, nenhuma dor também.

Eu não tenho nem mais 1 segundo pra você,

eu nao tenho a cabeça no lugar pra te dizer...

A gente acha o que procura, existe sempre um outro alguém.

Eu já me cansei dessa história,

não vou viver de memórias...

... Viver é bem mais.

Eu não quero mais saber de você.

Eu não tenho mais vontade de te ter.

Se nenhum amor dura pra sempre, nenhuma dor também.

Não quero mais sentir seu cheiro, não quero mais ouvir suas palavras.

Eu já me cansei dessa história,

não vou viver de memórias...

... Viver é bem mais.

domingo, 7 de setembro de 2008

... ? ! ... ? ! ...



" ... Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,

vem a vida e muda todas as perguntas ... "

O Que Sou.

Sou água,
sou pedra,
às vezes nuvem,
às vezes nada.
E por ser mutante e difusa,
enrolo e desenrolo essa vida
num movimento mágico e confuso.

Me certifico
e me desacredito,
e admito ser
ou não ser
e ser assim.

Mas como é bom sentir-me tão querida,
tão bem-amada
e tão dividida,
eu revolvida
inteiramente por mim.


sábado, 6 de setembro de 2008

O País Que Eu Quero.....

Foi num dia 7 de setembro, no século XIX.
A História encheu de magia o gesto espontâneo de um imperador amante do Brasil.
E Laços fora! Ei!!!!!
Independência ou morte! são frases repetidas, dramatizadas, recordadas a cada novo Sete de Setembro.
Desfiles militares, hasteamento da bandeira, execução do hino nacional se sucedem em rememoração à Independência do Brasil.
Olhando para as ruas do meu país, nesse festejar de 186 anos de independência, me surpreendo com os desejos de minha alma patriota.
Da alma que assiste o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando as cores vibrantes que falam de verdura, riqueza, um céu de estrelas, ordem e progresso.
Quero um país independente, uma nação livre. Livre da corrupção, da desonestidade e do compadrio.
Livre das drogas, das armas de guerra e dos discursos vazios, da violência de todas as cores.
Quero um país onde as crianças possam sair à rua, para suas brincadeiras, sem medo de seqüestros.
Possam ir à praia, ao campo, jogar futebol na quadra da esquina, sem que tenham de se esquivar de balas perdidas.
Eu quero um país onde se respeite o idoso, não porque ele não tenha a destreza da juventude, mas porque nele se reconheça a experiência dos anos vividos e das contribuições à sociedade por largos anos de trabalho.
Eu quero um país sem medo do amanhã. Um país que tenha os olhos no futuro e, por isso, invista na formação do cidadão.
Um país com escolas, bibliotecas e museus, franqueadas a todos.
Um país que preze seu passado e nunca esqueça dos seus heróis.
Dos heróis que defenderam suas fronteiras, com armas, com leis, com a vida e com a voz. Dos heróis de todos os dias, de todas as raças, que deixaram seu torrão natal e adotaram uma nova pátria.
Dos heróis que suaram sangue, trabalharam duro, desbravaram matas, criaram filhos. Dos heróis que a História venera. Dos heróis que deram sua vida pelo ideal de uma nação sem escravidão. Uma nação de irmãos.
Eu quero um país responsável, onde os governantes sejam conscientes de seus deveres.
E onde o povo eleja seus representantes, não iludidos por promessas utópicas, mas porque conhecem a vida honrada do candidato e suas propostas maduras, coerentes, viáveis de aplicação a curto, médio e longo prazos.
Eu quero um país justo, que ampare a quem trabalhe, não àquele que somente sabe enumerar pretensos direitos.
Um país que proteja seus filhos, preserve suas riquezas, distribua seus bens. Um país de paz. Um país de luz.
O país que eu quero não é irreal, nem impossível.
Ele somente depende de mim, de você, de cada um dos seus mais de 180 milhões de habitantes.
* * * Pensemos nisso, hoje, agora, enquanto os versos do hino pátrio nos exortam a agradecer a Deus por um país tão vasto, tão rico, tão maravilhosamente pleno de belezas naturais e oportunidades de progresso * * *

(Redação do Momento Espírita)


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

De Cara Lavada - 177





hoje me desfiz dos meus bens


vendi o sofá cujo tecido desenhei


e a mesa de jantar onde fizemos planos


o quadro que fica atrás do bar


rifei junto com algumas quinquilharias


da época em que nos juntamos


a tevê e o aparelho de som


foram adquiridos pela vizinha


testemunha do quanto erramos


a cama doei para um asilo sem olhar pra trás


e lembrar do que ali inventamos


aquele cinzeiro de cobre


foi de brinde com os cristais


e as plantas que não regamos


coube tudo num caminhão de mudança


até a dor que não soubemos curar


mas que um dia vamos





(Marta Medeiros)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

É Isso Aí:

(Autor: Bruno Baldissara Moreira - Minutos de Sabedoria)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Brechózinho Mais Que Lindo!


.. então, ADOREI o 'ARMÁRIO EM TRANSE ' !!!!!

Vale à pena dar uma conferidinha.....