terça-feira, 28 de outubro de 2008

Palavra de Mulher.

Vou voltar
Haja o que houver, eu vou voltar
Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás
Palavra de mulher, eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar, falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar

Vou chegar
A qualquer hora ao meu lugar
E se uma outra pretendia um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir
A nossa escada, a escada, a escada, a escada
Meu amor eu, vou partir
De novo e sempre, feito viciada
Eu vou voltar

Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Espera
Me espera
Eu vou voltar ....

(letra e musica de chico buarque, para "A Ópera do Malandro". O vídeo não está muito legal... mas.... apesar dos pesares... vale muito à pena!)

domingo, 26 de outubro de 2008

Onde anda você???????

... acho que estou com saudaes de um temo sem saudades!

E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam seus olhos
Que a gente não vê?
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer?
E por falar em beleza
Onde anda a canção?
Que se ouvia na noite
Dos bares de então,
Onde a gente ficava,
Onde a gente se amava,
Em total solidão?
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boêmia sem razão de ser
Na rotina dos bares,
Que apesar dos pesares,
Me trazem você.
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares!
Onde anda você?
(by vinícius de moraes)

sábado, 11 de outubro de 2008

Caminhando.....


O caminho faz-se caminhando.
Seguindo em frente, continuando sempre.
Olhando para trás, mas nunca recuando.
Seguindo sempre na esperança de encontrar algo bom, algo melhor.
Há sempre que continuar a caminhar...
Até porque, "quanto mais andares para trás... mais tens de andar para a frente"
in Edu 201-I

Mutante.....

'... Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica!
Kiss baby, kiss me baby, kiss me
Pena que você não me kiss
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim! ....'

(Mutante - By Rita lee e Roberto Carvalho)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

..... !!!!! .....

By Chico


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Muito Intensa ...


Por você
Eu raspo pernas, raspo braços
Passo perfume de alfazema
Batom suave
Oferenda dos meus lábios
Um rito, um sensual poema
No poema eu ando nua
Toda rósea, toda etérea
Toda sua
Você pensa que eu sou fácil
Muito intensa, muito dócil
Muito grácil ...


(by Fátima Guedes)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cor de Rosa-Choque...


Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso
De quem nada quer...

Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher...

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque...

Mulher é bicho esquisito
Todo o mês sangra
Um sexto sentido
Maior que a razão
Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie
Em extinção...

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque...



( by Rita Lee.... sábiamente ecrevendo....)

Vele Tudo.....


vale-tudo-nessa-vida
vale-até-o-que-não-vale
vale-bala-perdida
vale-um-sonho-que-embale

vale-mulata-pelada
vale-coca, vale-cola
vale-buraco-na-estrada
vale-crack, vale-bola

vale-transporte-parado
vale-saúde-doente
vale-comer-apressado
vale-o-cansaço-da-gente

vale-vale-dentadura
vale-par-de-sapato
vale-vale-rapadura
vale-espeto-de-gato

vale-bolsa-família
vale-propina-calada
vale-empregar-a-quadrilha
vale-c.p.i.-na-privada

vale-charuto-cubano
vale-whisky-escoces
vale-cachaça-de-engenho
vale-enganar-o-freguês

vale-mala-de-dinheiro
vale-dar-uma-de-jeca
vale-condenar-o-porteiro
vale-dolar-na-cueca

vale-cartão-para-o-saque
vale-ministro-safado
vale-moral-de-araque
vale-discurso-manjado

vale-tudo-na-corrida
vale-enganar-todo-o-povo
vale-a-pátria-fudida
vale-a-faixa-de-novo

vale-tudo-e-mais-um-pouco
vale-tudo-que-se-pesa
vale-até-um-grito-rouco
vale-tudo-que-se-preza



(by Édimo Ginot)

Amanhã....

Amanhã!

Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar
Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar
Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Há de imperar!

Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Prá se trilhar
Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno!
Será pleno!



(by Guilherme Arantes)

Quase Acreditei ...


Quase acreditei que não era nada, ao me tratarem como nada.

Quase acreditei que não seria capaz, quando me chamavam por acharem que eu não era capaz.

Quase acreditei que não sabia, quando me perguntavam por acharem que eu não sabia.

Quase acreditei ser diferente, entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.

Quase acreditei estar de fora, quando me deixavam de fora, porque… que falta fazia?

E de quase acreditar, adoeci.

Busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins.

Procurei a cura em toda a parte, e ela estava tão perto de mim!

Me ensinaram a olhar para dentro de mim mesmo, e perceber que sou exactamente como os iguais que me faziam diferente.

E acreditei profundamente em mim.

E tenho de, como dívida com a vida, fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira fonte de riqueza.

Foi assim que cresci: acreditando.

Sou exactamente do tamanho de todo o ser humano.

E, por acreditar, perdi o medo de dizer, falar, participar, e até de cometer enganos.

E se errar… paciência!

Continuo vivendo e, por isso, aprendendo.

Errar é Humano!

M.A.N.U.E.L.A ...


Nascida em 4 de outubro: MANUELA....

Minha 1ª sobrinha-neta....

Fruto da minha 1ª sobrinha...

Responsável pela 1ª gande emoção da minha vida,

que só conseguiu ser superada quando fui mãe.....

BEM VINDA, AMADA MANU.......

sábado, 4 de outubro de 2008

Última Forma ...


É, como eu falei não ia dura
Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar
Hoje ou amanhã um vai se curvar
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
E sabendo com quem eu lidei não vou me prejudicar
Nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
Com quem só quis rasgar o meu cartaz
E agora pra mim você não é nada mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu

Não saberei jamais se você mereceu perdão
Porque eu não sou capaz de esquecer uma ingratidão
E você foi um a mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu

E como sempre se faz,
aquele abraço, adeus
e até nunca mais! ...

(Composição: Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

Moradaça...

...um belo poema de Paulo César Pinheiro....


Tudo o que mais nos uniu separou
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar

A Boa Mãe...

"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo."
Várias vezes ouvi de uma amiga psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha.
Até agora.
Agora que minhas filhas já dão seus vôos-solo.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha interna hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta pra controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso.
Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical... a cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida.
Até o dia em que os filhos se tornam adultos, e recomeça o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar."
(by Márcia Neder)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Esquinas ... by Djavan


Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei
Sabe lá
o que é não ter e ter que ter pra dar
Sabe lá
E quem será
Nos arredores do amor
Que vai saber reparar
Que o dia nasceu
Só eu sei
Os desertos que atravessei
Só eu sei
Sabe lá
O que é morrer de sede em frente ao mar
Sabe lá
E quem será
Na correnteza do amor que vai saber se guiar
A nave em breve ao vento vaga de leve e trás
Toda a paz que um dia o desejo levou
Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei...
Só eu sei...

E não é que é mesmo assim?


A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo:
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia...
Há dores que sinceramente eu não resolvo ...
... sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo e me torno moribundo
de doer daquele corte do haver sangramento
e forte que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de “não era isso que eu queria”
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação…
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor,
sem fala
nem informática
nem cabala
eu era uma espécie de Lázara poeta ressucitada
passaporte sem mala com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpoa
coisa mal resolvida daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes
chorosos cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo…E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha…
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa
porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe
(e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos
que fazem a velha e merecida pergunta ao teu eu:
“Onde cê tava? Tava sumida, morreu?”
E a gente
com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.

( by Elisa Lucinda )

By Hilda Hilst



'... Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando?
Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô?
Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando?
Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê?
E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes?
E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás?
E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu?
E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta?
Vamo brincá
de teta
de azul
de berimbau
de doutora em letras?
E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar…
Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?
Vamo brincá de ninho?
E de poesia de amor?
nave
ave
moinho
e tudo mais serei
para que seja leve
meu passo
em vosso caminho ...'
* Trovas de muito amor para um amado senhor - SP: Anhambi, 1959. *

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Casinha Branca

'...Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que não vejo em minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer...'




(by Gilson)

Aquilo que existe em mim...



Aquilo que existe em mim e faz parte de mim... pode ser transformado... (se eu quiser...)
Aquilo que é do outro... só pode ser transformado por ele.. e será compreendido e aceito por mim... dentro dos meus limites... (se existir respeito...)
Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz... (se houver liberdade...)
Não posso afirmar: "aquilo que o outro fez ou disse me feriu..." eu é que me feri com aquilo que ele fez ou disse... (tenho opções...)
Eu sou dono das minhas emoções... sensações e sentimentos... também...das minhas atitudes... pensamentos e palavras ! (maravilha...)
Não é coerente dizer que fiz algo para alguém... só porque alguém fez isso comigo primeiro... Se eu agisse assim... eu seria apenas resposta e eco... (sem vida..)
É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir... é mais sensato perceber que sou dono das minhas ações... e se faço algo... sou o responsável por isso... (tenho escolhas...)
Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos... e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro... (é meu direito..)
Busco o amor em sua mais bela expressão... e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro...
Quero amar com liberdade.... com plenitude ! quero amar antes de tudo...porque é bom...

by Kali Mascarenhas
Recebido de Zé Carlos Manzano