domingo, 31 de maio de 2009

Videotape.

Ai quem me dera que o fogo das paixões de novo me tomasse por inteiro, incendiada, no calor da discussão, atiraria em você algum cinzeiro e botaria você da porta a fora jurando não querer ver sua cara, nem ter seu corpo nunca mais, nem nada, nada!
Você iria embora e eu choraria tal e qual uma criança desgraçada.
Para esquecer eu tomaria vinte uísques e cairia, no sofá, já desmaiada. Quando acordasse, abandonada e de ressaca, me sentiria doente e mal amada, pois te queria ao meu lado, me cuidando, me dando um sonrisal e uma trepada...
E aí me sentiria, como se estivesse num pronto socorro da Zona Oeste: com frio, triste e desamparada. Fecharia os olhos e pediria a Deus para levar a minha alma...
Depois de dias de desespero chegaria a conclusão de que você era o meu tempero e então faria planos para te reconquistar, mas você me ligaria antes de eu telefonar.
Com o coração aos pulos eu diria, calmamente, que a gente precisava conversar.
Você concordaria e marcaríamos dia, hora e lugar...
E eu botaria a minha roupa mais gostosa fingindo ser acoisa mais banal e você, com sua camisa mais charmosa,fingiria não notar.
No bar concluiríamos que não dava: eu não gostava de você, mas te amava. Você não me amava, mas gostava. Era urgente que acabássemos com toda aquela loucura passional.
Como adultos de bom-tom brindaríamos à separação com vinho e algumas lágrimas disfarçadas.
Você me levaria para casa e, depois do longo abraço de adeus, você estaria teso e eu molhada...... Prontos a repetirmos a nossa estranha jornada...
( by Eliane Stoducto )

Aninha e Sua Pedras...

Cora Coralina
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre,sempre.
Remove pedras e planta roseiras
na memória dasgerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Outubro, 1981)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Palavras (sábias) do dono do WalMart:


" Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido. Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares. Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal. Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado. Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranquilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera. Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma pessoa, mas nunca reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver. Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.
Engana-se. Sabe quem eu sou???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!!! Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA".
"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR."
**Discurso de Sam Walton, fundador do WALMART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários.

Um Pensamento:

'Você não é do tamanho da sua conta bancária,
do bairro onde mora,
da roupa que usa
ou do tipo de trabalho que faz.
Você é,
como todo mundo,
uma mistura extremamente complexa
de capacidades e limitações.'
(infelizmente não sei o autor.... mas é isso aí mesmo!!!!!)

Beijo ...

Beijo deveria ser moeda de pedágio. Passar pela porta de casa seria proibido sem antes lascar um beijo na mãe, no pai, no irmão, no filho, no marido e, para quem gosta, até no cachorro!
Beijo deveria ser como bolinha de sabão. Num sopro, a gente poderia mandar alguns pelos ares, que explodiriam na pele de quem neles encostassem. E de repente, sem saber de onde veio, seríamos presenteados com um beijinho perdido pelas ruas da cidade...
Beijo deveria ser elemento químico. Constar na Tabela que a gente tem de decorar para a prova de química, no colégio. Assim, certamente seria mais interessante e ainda ensinaria qual a fórmula mágica deste estalo tão bom...
Beijo deveria caber num envelope, mesmo que fosse dos maiores, mas que pudéssemos enviá-lo pelo correio, para aquela pessoa que está tão longe e que daria qualquer coisa para sentir o gosto da boca de seu amado.
Beijo deveria acender luzes pelo corpo da gente. E quando a energia elétrica entrasse em pane, bastaria que demonstrássemos nosso amor pelas pessoas queridas e qualquer escuridão terminaria...
Beijo deveria estar disponível nas vitrines das melhores docerias. Poderia até ter preço especial, mas que pudessem pagar por ele aqueles que aparentemente menos merecessem, porque beijos são realmente transformadores e certamente provocariam reações sensacionais.
Mas beijo não é assim.
É particular e a gente escolhe em quem quer dar.
Porque beijo é um presente que precisa de vontade para ser oferecido. E talvez seja melhor que assim aconteça: não tão anônimo, não tão sem motivo, nunca forçado, ainda que possa ser pedido.
Por fim, é essencial que o beijo seja leve, fluido, sintonizado com a delicadeza própria de quem sabe dar.
Na verdade, beijo é sempre dado.
Receber é apenas contingência da mais gostosa e prazerosa troca entre duas pessoas que se desejam insanas por alguns instantes... ... posto que um beijo pode valer mais que a lucidez de uma vida inteira.
(recebido de José Carlos Manzano)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ouvindo.... e PENSANDO!

Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê
Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é operário
Sai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê
No caminho da oficina
Há um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o que
S
ei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo
Sei que alegre 'ma non troppo'
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê
Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer
Qual o quê
Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro meus braços pra você...
(by Chico Buarque)

sábado, 23 de maio de 2009

O Casal Perfeito

Você pode olhar este texto...e dizer...
NOSSA....Que imenso!!!!
Te desafio a ler linha por linha.
Devore.... faça com que cada instante deste texto
seja como uma gota em uma boca ávida por água.


A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres.

Isso eu disse e escrevi – e repito – em dezenas de palestras por este país afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios. O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro – ou sem se isolar dele?

O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união.

Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas – a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.

Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do ‘enfim nunca mais só!’, porque aí é que a coisa começa a ferver.

Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.

Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.

O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.

E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota – pode ser uma trivialíssima gota – e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer.

Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.

Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio.

Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: ‘Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher’. Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.

Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobre tudo abertura com o outro.

Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.

É difícil? É difícil.

É duro? É duro.

Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino.

Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda.

O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém.

(By Lya Luft)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

É SÓ SABER OLHAR .....


Tocando Em Frente....


Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou...
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz ....
(Almir Sater e Renato Teixeira)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Poema Concreto

O que tu tens e queres saber
(porque te dói)
não tem nome.
Só tem (mas vazio) o lugar que abriu em tua vida
a sua própria falta.
A dor que te dói pelo avesso,
perdida nos teus escuros,
é como alguém que come, não o pão, mas a fome.
Sofres de não saber o que tens
e falta num lugar que nem sabes,
mas que é tua vida,
quem sabe é teu amor.
O que tu tens, não tens.
(Thiago de Mello)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Da Minha Filha, Para o Meu Neto, no dia do seu 2º aniversario....


É meu amor... E se passaram dois anos desde que comecei a ouvir seu choro, a ver sua carinha todo dia, a rir sozinha das suas gracinhas, a me emocionar cada vez que você aprendeu a fazer alguma coisa, a me preocupar com as doenças, a não mais ser aquela pessoa de antes...
Se eu melhorei como pessoa, se sou mais paciente, mais cuidadosa, menos desastrada, menos relaxada, mais responsável, tudo isso devo á você.. Porque tudo que procuro melhorar é para você..
Minha mãe já me dizia que ter um filho é padecer no paraíso... Concordo em gênero, número e grau..
Me disseram que eu perderia minha liberdade, minhas noites tranquilas de sono, minhas farras madrugada a fora..
Me disseram que eu estaria perocupada o resto da vida, que as despesas iriam aumentar muito, que eu ficaria cansada, que vez ou outra ficaria muito estressada, que minha vida já não seria a mesma de antes...
Mas o que é isso perto do que eu sinto quando você chega do colégio e me abraça como se não me visse há meses... O que é o cansaço se quando acordo de madrugada você me sorri, me dá um beijo e segura a minha mão com tanta força como se não quisesse que eu saísse dali nunca mais...
Você foi o melhor presente que eu jamais poderia ter imaginado pedir prá alguém..
E nesse seu 2º ano de vida eu só desejo que você continue sendo a criança mais linda, mais carinhosa, mais meiga desse mundo e pode ter certeza que se eu tivesse que refazer as escolhas de 2 anos atrás faria igualzinho, da mesma forma..
Te amo muito meu Marcelinho!
Com carinho da sua mãe...

(Blog Ponto e Parágrafo / by Luiza Prado)



PENSE NISSO ... O TEMPO TODO!



























sexta-feira, 8 de maio de 2009

Do blog "Bem Legaus"

Que mulheres são apaixonadas por sapatos, todo mundo sabe, mas esta verdadeira tara, às vezes cria um problema: falta de espaço.
E para arrumar lugar no armário é mais fácil elas jogarem fora documentos do que se despedirem de algum par de sapato.
Por isto, duvido que não tenha sido uma mulher a pensar nesta solução. Este organizador é perfeito. Adapta-se a diversos tamanhos de cama e permite que vários pares sejam guardados, disfarçados sob a colcha.
São diversos bolsos que garantem mais um esconderijo para este objeto de desejo feminino.
Feito em plástico, também pode ser usado para guardar (ou esconder) qualquer tipo de tralha. Custa entre 19,98 e 24,98 dólares, dependendo do modelo.
"Sapateantemente legaus"!